
O movimento dialoga também com o cinema de Glauber Rocha e com o teatro de Zé Celso Martinez Corrêa, que dirigira, em 1967, O Rei da Vela, do escritor modernista Oswald de Andrade. Contrapondo-se à defesa das "raízes" populares tidas como pura e genuinamente brasileiras, o movimento tropicalista pratica uma "devoração" dos elementos da cultura internacional de nível "alto" e "baixo" como forma de marcar a transnacionalização da cultura e a sua apropriação crítica em contexto brasileiro, no qual convivem disparatada e explosivamente traços arcaicos e modernos, cosmopolitas e periféricos, atraso e vanguarda, artesanato e indústria. O corte efetuado pelo movimento tropicalista marca a música e o debate cultural até hoje.


