sexta-feira, 5 de junho de 2009

Sinais de um vazio

Este poema eu fiz para uma amiga na época que sua mãe veio falecer.
Fiquei comovido com a tão desgastante e sofrida forma que foi aquela morte.


Um sentimento que consome, ou que se some
Um risco que rasga profundo
Como de uma tristeza, a pior tragédia (o fim do mundo)

Algo que a levou
Bem longe, mas bem longe,
Distante daqui
Por algum motivo
Que ainda não sei
Mas tiraram-te de mim

Quero viver
Apalpar tudo que você deixou
Tem algo a pairar
Que eu ainda não entendo...
Mas sei que deixou bons legados e muitas saudades
Pra sempre estaremos num só destino.

Em casa
Ao olhar pros lados procurando você
Encontro sinais de um vazio,
Em tudo vejo você,
Seus gestos, nosso jeito,
Nossa vida.
Apertos sinceros da minha certeza

O que fazer quando precisar de ti
Chorar, chorar, chorar, sei lá
Sei que não resolve nada, porém alivia a dor
Mas nada também é vazio
Que sinto sem você.
A razão pela qual estou aqui, partiu!
Me deixou muito dorida, mas não teve escolha
Estará pra sempre comigo... até um dia Mãe!!!

João Herbert

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Cordel

(...) A beleza e o amor
têm poder absoluto,
na terra todo mortal
cada qual rende o seu
culto
pagando a estes dois
Deuses,
um verdadeiro tributo

Mas às vezes a beleza
sem sua soberania,
perde ante a inteligência
a sua supremacia:
fica o amor vacilando
nesta tremenda porfia (...)

____________________
Amor de uma estudante ou
O poder da inteligência
.


João Martins de Ataíde

Cordel - Literatura Popular em Verso - http://www.casaruibarbosa.gov.br


terça-feira, 2 de junho de 2009

Tirinhas dos Malvados


www.malvados.com.br

HELENA MEIRELLES

Helena Meirelles (Campo Grande, 13 de agosto de 1924 — Campo Grande, 28 de setembro de 2005).

Nasceu numa fazenda no pantanal do Mato Grosso do Sul e cresceu rodeada de peões, comitivas e viole
iros. Fascinada pelas violas caipiras, a família não permitia que aprendesse a tocar, o que acabou fazendo por conta própria, às escondidas. Aos poucos ficou conhecida entre os boiadeiros da região. Casou-se por imposição dos pais aos 17 anos, abandonando o marido pouco tempo depois para juntar-se a um paraguaio que tocava violão e violino. Separou-se novamente e, resolvida a tocar viola em bares e farras, deixou os filhos dos dois casamentos com pais adotivos e ganhou a estrada até encontrar o terceiro marido, com quem está junto há mais de 35 anos. Depois de desaparecer por mais de 30 anos, foi encontrada bastante doente por uma irmã, que a levou para São Paulo, onde foi "descoberta pela mídia" a partir de uma matéria elogios a na revista norte-americana "Guitar Player". Apresentou-se em um teatro pela primeira vez aos 67 anos, e gravou discos em seguida. Foi escolhida em 1993 pela Guitar Player como uma das "100 melhores instrumentistas do mundo" por sua atuação nas violas de 6, 8, 10 e 12 cordas.






Ouça Helena Meirelles na rádio do Kassulla.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

História do Cordel


Material de autoria do parceiro e Violeiro Fábio Sombra. Publicado originalmente no folheto “Proseando Sobre Cordel”.

A Origem nas Feiras Medievais
Nossa viagem em busca das origens do cordel começa na Europa, na Idade Média, num tempo em que não existia televisão, cinema e teatro para divertir o povo. A imprensa ainda não tinha sido inventada e pouquíssima gente sabia ler e escrever. Os livros eram raríssimos e caros, pois tinham de ser copiados a mão, um a um. Então, como as pessoas faziam para conhecer novas histórias?

Pois bem, mesmo nos pequenos vilarejos existia um dia da semana que era especial: o dia da feira. Nessas ocasiões, um grande número de pessoas se dirigia à cidade, e ali os camponeses vendiam seus produtos, os comerciantes ofereciam suas mercadorias e artistas se apresentavam para a multidão.


Um tipo de artista muito querido por todos era o trovador ou menestrel. Os trovadores paravam num canto da praça e, acompanhados por um alaúde (um parente antigo dos violões e violas que conhecemos hoje), começavam a contar histórias de todo tipo: de aventuras, romance de paixões e lendas de reis valentes, como o Rei Carlos Magno e seus doze cavaleiros.

Para guardar tantas histórias na cabeça, os trovadores passaram a contar suas histórias em versos. Dessa forma as rimas iam ajudando o artista a se lembrar dos versos seguintes, até chegar o fim da história.


Ao final da apresentação, o povo jogava moeda dentro do estojo do alaúde. O trovador, satisfeito, agradecia e partia em direção a próxima feira.


quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Álbum de Rodrigo Amarante com baterista dos Strokes sai em novembro

Disco homônimo do Little Joy sai no dia 4 de novembro. Banda vai excursionar pela costa oeste americana.


Foto: Divulgação

Fabrizio Moretti, baterista dos Strokes, nasceu no Rio de Janeiro e mora em Nova York. (Foto: Divulgação)


O baterista dos Strokes, Fabrizio Moretti, revelou detalhes sobre o primeiro álbum de sua nova banda ao lado do cantor e guitarrista brasileiro Rodrigo Amarante.

O auto-intitulado trabalho de estréia do Little Joy, como foi batizado o grupo, sai no dia 4 de novembro e será produzido por Noah Georgeson, parceiro de Devendra Banhart.

Além do ex-integrante do quarteto carioca Los Hermanos, o grupo inclui a namorada de Moretti, Binki Shapiro, como vocalista.

O trio decidiu criar um projeto depois que os músicos foram apresentados por amigos em comum. O entrosamento foi tanto que eles se mudaram para uma casa em Echo Park, Los Angeles, para compor.

O Little Joy vai sair em turnê com a banda paralela de Devendra, Megapuss, pela costa oeste dos Estados Unidos.

Os nomes das 11 faixas do álbum, incluindo um título em português, são: “The next time around”, “Brand new start”, “Play the part”, “No one’s better sake”, “Unattainable”, “Shoulder to shoulder”, “With strangers”, “Keep me in mind”, “How to hang a Warhol”, “Don’t watch me dancing” e “Evaporar”.

Do G1, em São Paulo

Postado por João Herbert

SHOW DO LOS HERMANOS NA FUNDIÇÃO PROGRESSO VIRA CD, DVD E ESPECIAL NO MULTISHOW


O CD "Los Hermanos na Fundição Progresso - 09 de Junho de 2007" foi produzido pela própria banda e traz 14 músicas. O DVD foi dirigido por Nilson Primitivo, editado por Felipe Abrahão e contém a íntegra do show do dia 09 (26 músicas) e, como extras, cinco músicas gravadas no dia 08 de junho. Nilson Primitivo dirigiu os clipes de "Sentimental", "O Vento" e o documentário "Ventura"; Felipe Abrahão dirigiu o documentário "Além do que se vê", extra do DVD "Los Hermanos no Cine Íris". O engenheiro de som do CD e DVD é Daniel Carvalho, o mesmo que gravou o "4".


Repertório do CD
01. Dois Barcos
02. Primeiro Andar
03. Além do que se vê
04. Retrato pra Iaiá
05. O Vento
06. O Vencedor
07. Último Romance
08. A Outra
09. O Velho e o Moço
10. Sentimental
11. Cara Estranho
12. A Flor
13. Anna Júlia
14. Todo carnaval tem seu fim

Repertório do DVD e do especial "Multishow Registro – Los Hermanos"
01. Dois Barcos
02. Primeiro Andar
03. O Vento
04. Além do que se vê
05. Morena
06. Retrato pra Iaiá
07. O Vencedor
08. Condicional
09. Tenha Dó
10. Adeus Você
11. Último Romance
12. Um par
13. Lágrimas Sofridas
14. Sentimental
15. Conversa de Botas Batidas
16. Deixa o Verão
17. A Outra
18. Casa Pré-Fabricada
19. Paquetá
20. Cara Estranho
21. A Flor
22. Tá bom
23. Anna Júlia
24. Quem Sabe
25. Todo carnaval tem seu fim
26. Pierrot
Extras (Los Hermanos na Fundição Progresso - 08 de Junho de 2007):
01. Azedume
02. O Velho e o Moço
03. Descoberta
04. De onde vem a calma
05. Pois É

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Postado por João Herbert